Júlio César e Vanessa Vidal vestem fantasias na Pérola Negra |
Natasha Fernandes
Direto de São Paulo
Júlio César, que é amigo do presidente da escola, teve a idéia de desfilar neste Carnaval para promover a acessibilidade aos surdos. "Viemos mostrar que os surdos podem tudo, desde que se preparem", diz ele. "Queremos dar um exemplo de superação."
A vinda de Vanessa Vidal ao Carnaval paulistano é uma iniciativa do Projeto Jogadas da Vida, criado pelo ex-jogador. Ele faz projetos de inclusão de deficientes auditivos nos esportes e vai lançar um livro, no próximo mês de março, contando sua trajetória de vida e como enfrentou a surdez.
"Eu convidei a Vanessa para dar força ao meu projeto", afirmou Júlio César. "Um casal tem mais visibilidade."
Vanessa, que desfila pela primeira vez no Carnaval, afirmou, com ajuda da intérprete de libras Andrea Venancino, da Fenesis (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos), que sempre quis participar de um desfile e que só consegue sambar porque sente a vibração do som.
"Desde criança eu gostava de Carnaval e sempre tive vontade de desfilar. Os desfiles me passam uma energia diferente, sinto a vibração das músicas", disse Vanessa.
Vanessa nasceu surda. Júlio César ficou surdo aos 30 anos, logo depois de deixar os gramados como profissional.
A Pérola Negra vai apresentar o enredo: Guiado por Surya pelos caminhos da Índia em busca da pérola sagrada. E o carro de Goa, onde os dois serão destaque, representa o povo que vive na Índia e fala o português.
Especial para Terra