Torcedores da Mocidade Alegre comemoram o título na quadra da escola |
A escola Mocidade Alegre, do Bairro do Limão, conseguiu o seu 7º título no Carnaval Paulista na tarde desta terça-feira, após a apuração das notas no sambódromo. As escolas Unidos do Peruche e a Nenê de Vila Matilde foram rebaixadas e desfilam, no ano que vem, pelo grupo de acesso.
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Disputa acirrada
Durante a apuração, Mocidade e Vai-Vai empataram em quase todas as categorias. A pequena vantagem da primeira colocada só apareceu depois do quesito Fantasia, quando a escola da Bela Vista tirou seus dois primeiros 9,75.
O cenário de tensão continuou nas notas seguintes e só foi definido no quesito alegoria, eleito o critério de desempate pelo sorteio feito pela Liga. A Vai-Vai chegou perto de conseguir um empate - o que lhe sagraria vencedora -, mas acabou perdendo na nota final.
A presidente da Mocidade Alegre, Solange Bechara - que ficou rezando durante toda a apuração -, disse que já previa a competição acirrada. "Sabia que a disputa seria assim. Todo ano é. Mas a escola trabalhou para se aperfeiçoar cada vez mais no Carnaval. Me sinto vencedora, mas dedico o meu carinho a todas as outras escolas", contou emocionada.
Em 2008, a Vai-Vai venceu a Mocidade Alegre por 0,25 pontos, apontando o favoritismo de ambas na disputa deste ano.
Enredo do coração
A Mocidade Alegre entrou na passarela no último sábado com o enredo Da chama da razão ao palco das emoções... Sou máquina, sou vida... Sou coração pulsando forte na avenida!, em que a escola falou sobre o órgão que é a "máquina da vida". O samba fez referência ao conceito egípcio de que o coração é centro de inteligência e razão, abordando também a saúde e o bem-estar com o equilíbrio entre o corpo e alma.
A "paixão", representada pelo símbolo do coração, também não deixou de ser retratada na avenida com o luxuoso carro Moulin Rouge, que trouxe entre os destaques as drag queens Léo Aquilla e Silvetty Montilla, além da atriz Rosi Campos, que adotou a Mocidade Alegre como sua escola amada em 2007.
A veterana rainha de bateria Nani Moreira não participou do desfile no seu posto fixo por ter dado à luz recentemente. Fora de forma, ela preferiu desfilar no último carro da escola, ao lado das crianças do Bairro do Limão, que representaram a comunidade. No lugar de Nani, a única representante da bateria foi a pequena Marília, 12 anos, conhecida como "Nanica".
A ausência da rainha não deixou de animar a platéia, que ovacionou a bateria. Os ritmistas da ala abusaram da coreografia e formaram um "coração humano" que era atingido por uma flecha. A difícil manobra rendeu elogios no sambódromo e não foi esquecida pelos jurados, com todas as notas 10 no quesito.
Redação Terra